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Home Virgínia Volf Momento Íntimo - Mulher Como propor uma fantasia sexual para meu namorado sem ofender?

Como propor uma fantasia sexual para meu namorado sem ofender?

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Mulheres contam suas experiências ao lidar com as fantasias sexuais – delas e do parceiro – em conversas com eles

 

 

“Estávamos assistindo televisão na cama, relaxados, falando sobre o nosso dia de trabalho. Como namorávamos há poucos meses, eu resolvi perguntar, como quem não quer nada, o que ele gostaria que eu fizesse para satisfazê-lo. A partir deste dia, começamos a tratar o assunto com naturalidade e a buscar novidades pela internet”.

O relato é de Fernanda Palmieri, 30 anos, bancária. Ela contou que até então evitava falar sobre o assunto, com medo de um julgamento negativo do novo namorado, mas, depois da conversa, se surpreendeu e passou a frequentar um sex-shop e sites eróticos para aperfeiçoar sua vida sexual.

Segundo Maura de Albanesi, diretora do instituto de psicologia avançada AMO, quem não tem fantasia normalmente não tem libido. “É uma coisa normal e natural, mas, pra isso, tem que quebrar os tabus. Uma coisa é imaginar sexo com várias pessoas na mesma cama, outra é colocar em prática. Mas, há sempre uma forma de se realizar sem ferir o pudor do companheiro”.

Maura diz que o uso de apetrechos e variar posições é algo que dá pra negociar com facilidade e ajuda a sair da rotina. “Sexo é uma brincadeira de adulto, quanto mais confiança melhor”, explica.

Flávia Gomes, 30 anos, analista de tecnologia, diz que basta insinuar o que ela tem vontade e seu namorado já “entra na onda”. Ela conta que ele gosta de brincadeiras a dois, logo não precisa de meias palavras para entrar no assunto. “Muitas vezes ele ri, pois é meio patético mesmo, mas ele sempre leva numa boa. Uma vez estávamos no cinema, para ver um filme. Resolvemos sentar nas últimas fileiras, pois a sessão era à tarde e havia poucas pessoas. No começo fiquei super encanada, mas acabou rolando e ninguém percebeu”.

Porém, ainda existem mulheres que têm medo da avaliação do parceiro e acabam se contentando com o “papai-mamãe”. Mas é possível falar sobre o assunto sem ofender e sem impor sua vontade.

Pensar em outra pessoa é errado?

Segundo a psicóloga, muitas de suas pacientes dizem que imaginam que estão com outra pessoa durante a transa. Maura aconselha a falar no assunto, mesmo que ele pareça assustador. “Vale sempre a pena conversar. A relação fica muito mais gostosa à medida que se cria intimidade. Senão fica algo proibitivo e sem graça”.

A pediatra Clara Antunes estava em uma mesa de bar com o noivo quando o assunto surgiu. “As meninas começaram a falar das maravilhas de um vibrador e ele disse que preferia ficar com o método usual e que não gostava da ideia. Eu, que não havia pensado sobre isso antes, percebi que ele estava bem resistente à introdução de algum brinquedo em nossa vida sexual. Mas um dia desses eu tento tocar no assunto novamente”.

Denise Moreira, 29, técnica em hotelaria, optou por uma fantasia bem conhecida. Queria um ménage à trois com a presença de mais um homem. “Ele impôs uma condição: eu teria que satisfazê-lo antes e chamar uma mulher pra transar com a gente. Depois, eu poderia chamar um cara, desde que ele só olhasse e não participasse”. Denise diz que acabou não dando certo, pois achou a contrapartida do parceiro um tanto egoísta.

Maura fala que a maioria dos homens fantasia com prostitutas, pois sabe que terá a liberdade de fazer o que tem vontade, mas tem medo de declarar seus desejos para a sua parceira.

Mas se tudo der certo, e seu companheiro embarcar no mundo das fantasias, a psicóloga aconselha a não se agredir, caso não tenha vontade de realizar uma fantasia dele.

“Certa vez eu atendi um casal. Ele era louco pra ir numa casa de suingue. Mesmo contra vontade, a sua mulher dele foi. Ela não se sentiu bem no local e não consegui fazer nada. Uma fantasia jamais pode se transformar em uma imposição”, finaliza ela.

 

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